terça-feira, 14 de julho de 2009

OS PEQUENOS GRUPOS SÃO O CORAÇÃO DA IGREJA

 

Armando Bispo, pastor da Igreja Batista Central de Fortaleza, nos brindou com a sua mensagem OS PEQUENOS GRUPOS, O CORAÇÃO DA IGREJA na abertura da Conferência Nacional de Igrejas com Propósitos, 29 de Outubro a 01 de Novembro de 2008 em São José dos Campos, SP.

Os Pequenos Grupos, segundo Armando, é “uma das poucas ferramentas autenticadas pelo Espírito Santo”. Do início ao fim da Bíblia, Deus usou a forma dos pequenos grupos. Nosso olhar acostumou-se a ver os grandes milagres, as grandes reuniões como momentos explícitos da grandeza de Deus. Dois eventos na Bíblia são paradigmáticos: a saída do Egito e a travessia do Mar no Antigo Testamento, em primeiro lugar. E o segundo, o Pentecoste, no Novo Testamento. No primeiro, Deus estava formando um povo; no segundo, Deus lançava oficialmente a sua igreja.

Esses dois grandes eventos, no entanto, foram precedidos por eventos menores, tão importantes quanto a maravilha da travessia e da vinda do Espírito: as reuniões em pequenos grupos. No Egito, cada família tinha que celebrar antecipadamente a saída. Em família, deviam matar o cordeiro, agradecer a Deus e celebrar a libertação. No Novo Testamento, os irmãos se reuniam em pequenos grupos.

Num mundo que vive a ditadura do “ou”, somos levados a pensar: Grande Grupo ou Pequenos Grupos? É necessário, segundo Armando, usando as palavras de Covey, eliminar a ditadura do “ou” e dar as boas vindas à bênção do “e”. Não podemos mais pensar o Grande Grupo em antagonismo aos Pequenos Grupos. Não mais: “Grande Grupo ou Pequenos Grupos?” Mas: “Grande Grupo e Pequenos Grupos”.

A igreja iniciante se reunia no templo, mas se reunia também nas casas. A igreja saudável precisa das reuniões do Grande Grupo, mas precisa mostrar sua vitalidade na intimidade, na bênção dos Pequenos Grupos. Nos Pequenos Grupos a igreja experimenta a cura, a ministração, a interação, a comunhão, a ceia, a correção; ali há o encorajamento mútuo, a vivência dos mandamentos recíprocos. No Grande Grupo, “um aos outros”; nos Pequenos Grupos, “uns aos outros”.

Deus escolheu os Pequenos Grupos para que a vida de Jesus se manifeste na vida de cada participante. Deus sempre quis formar a imagem do seu primogênito nos seus filhos. Os Pequenos Grupos são esse lugar privilegiado. Segundo Armando Bispo, “a imagem do Pequeno grupo está na trindade, que é amor. Amor pressupõe companheirismo, amor relacional… Deus chama o povo do isolacionismo para o kahal (comunidade) de Deus. No VT você tem as multidões e as unidades menores: clã, família; Jesus tinha a multidão, mas tinha também a comunidade menor”, explicou.

Para Armando, os líderes das igrejas reformadas, 491 anos depois da Reforma, ainda pensam em moldes do catolicismo romano. Ainda querem os holofotes, o povão sentado nos bancos e cadeiras da igreja, dependentes, “a multidão quer transformar o pastor no grande homem. O pastor quer manter o povão sentado. Um cúmplice do outro”. Mas a verdade bíblica é que o “Espírito desceu não somente sobre o grande Pedro, mas sobre todos, em cada um”.

Essa é a verdade bíblica. Por quê, perguntaríamos, as pessoas teimam em resistir ao modelo bíblico? Medo, insegurança? Até quando correrão para beijar o anel do bispo, atrás daquele que tem o terno especial, ungido? Os Pequenos Grupos, além do modelo bíblico, foi autenticado por Deus ao longo da história da igreja. Os dois exemplos do nosso pregador foram o crescimento da igreja sob a perseguição do império romano nos três primeiros séculos e o segundo o crescimento sob a perseguição do governo chinês, no século XX.

A igreja corre o risco de manter suas atividades apenas como programa, mesmo já tendo descoberto que tais programas não funcionam mais. Outras vezes, adere de forma rápida e acrítica à mais nova coqueluche que se lança no mercado. De um lado, aqueles que advogam a igreja como instituição, o Grande Grupo. Do outro, cristãos que têm rejeitado a igreja enquanto instituição e que começaram movimentos em casa. Os Pequenos Grupos não são programa, mas princípios divinos. A igreja saudável precisa dos dois, assim como o corpo precisa do coração e o coração precisa do corpo. Um não vive sem o outro, porque os Pequenos Grupos são o coração da Igreja.
João Pedro

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