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sábado, 4 de setembro de 2010

Russell Shedd: Qual é a maior necessidade da igreja brasileira hoje?

DrRussellShedd

— O que o senhor entende ser a maior necessidade da Igreja brasileira hoje?
Russell Shedd - Eu entendo que seja a exposição da Palavra, escolas dominicais que ensinem não somente conteúdo, mas que ensinem a prática. Também oração para que Deus use a Palavra nessa transformação.
— O senhor entende que a Igreja brasileira então tem atravessado um momento de afastamento da Palavra, justamente quando pensa que está bem?
Russell Shedd - Isso. Tem muita empolgação, muito barulho, mas pouco ensinamento. As pessoas se sentem livres para desobedecer a Palavra, porque não a conhecem. A gente não deve ter essa liberdade para desobedecer. Nós devemos estar presos à Palavra, vinculados à Palavra. Como Jesus disse: "se vocês guardarem as minhas palavras, vocês serão meus discípulos de verdade, não apenas de nome".
— O senhor crê que parte desse afastamento da Palavra se deve a pastores mal preparados?
Russell Shedd - Talvez juntamente com mal preparados, são pastores que não têm tido muita experiência com Deus. Talvez ainda não passaram dificuldades na vida em que Deus ensina pela experiência. Eles são muito jovens, não sabem muito. E talvez estejam aprendendo com jovens mais mundanos. Uma vez um rapaz que esteve em um seminário falou que ficou chocado com a falta de espiritualidade, de amor ao Senhor. São muito mundanos. Nós temos esse problema: as escolas que, supostamente, deveriam preparar pastores, de fato praparam eles para o contrário.
— Hoje nós vemos na Igreja brasileira alguns movimentos fortes. Um deles é o movimento re-judaizante, as igrejas voltando a celebrar festas de Israel, instrumentos judaicos, essas coisas... Como o senhor vê esse movimento?
Russell Shedd - Eu acredito que se não for muito cuidadosamente avaliado isso vai trazer danos e não bênçãos para a Igreja. Nós temos que ver que o judaísmo terminou em Cristo. Jesus é o fim da lei. Paulo diz: "que vocês não fiquem escravizados de novo, guardando dias, meses, festas. Então nós temos Gálatas, capítulo 4, para nos advertir quanto a essa volta ao judaísmo.
— De outro lado, parece que estamos vendo um "reavivamento" do fundamentalismo. Como o senhor encara esse fato?
Russell Shedd - Eu acredito que seja uma reação. Quando vemos algo com que não concordamos, nossa tendência é ir para o outro extremo. Por exemplo: quando vimos que essa ideia de confessar pecados para um sacerdote, um padre, não estava fazendo nenhum bem, não estava trazendo santidade, nós nos afastamos e não fazemos mais nada, não confessamos pecados para mais ninguém, no entanto a Bíblia manda que confessemos os nossos pecados uns aos outros. Daí é uma maneira de nós irmos para um outro extremo.
— E nenhum extremo então seria...
Russell Shedd - Seria o que Deus quer de nós.
— Ainda que com menos força, continuamos vendo a Teologia da Prosperidade fazendo vítimas em nosso meio. Como a igreja deveria agir diante disso? O senhor acredita que a influência da mídia reforça esse movimento?
Russell Shedd - Eu acredito. A Teologia da prosperidade atrai as pessoas que não tem muito "problema" com o pecado na vida deles. Se a gente está arrependido, prosperidade é um coração limpo, um coração puro. Mas se eu não estou preocupado com o pecado, então é o contrário...
— Que mensagem o senhor deixaria para os visitantes do site e para a Igreja Brasileira?
Russell Shedd - Exatamente o meu pedido para o Senhor é que Deus continue santificando a sua Igreja, ensinando suas leis, as leis de santificação, de fruto de justiça, que Ele esteja fortalecendo e amadurecendo a Igreja, tirando essa carnalidade e tornando a Igreja cada vez mais madura e perfeita em Cristo. Essa é a nossa oração!
Russell Shedd
Ph.D. em Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo, Escócia. Fundou a Edições Vida Nova há 45 anos; atualmente é consultor da Shedd Publicações.
Fonte: Crer e Pensar, em 25/05/2010
Publicado em 27/6/2010
http://www.imw3.com.br/entrevistas_detalhe.asp?id=3

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus". Efésios 5.21

 

A palavra sujeitai-vos vem do grego (Ypotasso) que significa:

1) organizar sob, subordinar,

2) sujeitar, colocar em sujeição,

3) sujeitar-se, obedecer,

4) submeter ao controle de alguém,

5) render-se à admoestação ou conselho de alguém,

6) obedecer, estar sujeito. Um termo militar grego que significa "organizar [divisões de tropa] numa forma militar sob o comando de um líder".

pla.army

Em uso não militar, era "uma atitude voluntária de ceder, cooperar, assumir responsabilidade, e levar um carga". É formada pela preposição (ypo) por, sob, abaixo, debaixo; e pelo verbo (tasso) 1) colocar em ordem, situar 1a) colocar em uma determinada ordem, organizar, designar um lugar, apontar 1b) designar (apontar) algo para alguém 1c) apontar, ordenar, arrumar 1d) designar por responsabilidade ou autoridade própria 1e) apontar mutualmente, i.e., concordar sobre.

Sendo assim sujeitai-vos significa "estar sob ordem" a Bíblia na linguagem de hoje traduz como "obediência".

Jesus quando criança foi sujeito aos seus pais Lc 2.51

Os setenta voltaram cheios de alegria pois os demônios tinha se submetido a autoridade que jesus havia dado Luc 10.17;20

Romanos 8:7 Paulo diz que a carne não esta sujeita a lei de Deus

Romanos 8:20 Paulo diz que a criação esta sujeita ao seu criador

l Coríntios 14:32 o texto fala que os espíritos estão sujeitos aos profetas

A mulher esta submissa ao marido l Coríntios 14:34; Colossenses 3:18; l Timóteo 2:11,

Tito 2:5, l Pedro 3:1, l Pedro 3:5

Submissão a autoridade civil Tito 3:1, l Pedro 2:13

Todas as coisas estão sujeitas a Deus ele é soberano l Coríntios 15:27, l Coríntios

15:28; Filipenses 3:21, Efésios 5:24 Hebreus 2:8 ; Hebreus 12:9 , Tiago 4:7 , l Pedro 3:22.

Paulo diz a Igreja de Corinto que deveria se sujeitar ao da família de Estefanas como líderes da Igreja . 1 Coríntios 16:16, bem como todo cooperador. Aos gaiatas Paulo disse que nunca se submeteu ao legalismo judaizante da época Gaiatas 2:5.

A criação, educação dos filhos deve ser sob a "disciplina" (submissão) l Timóteo 3:4

Os servos (empregados) devem ser submissos (obedientes) aos empregadores Tito 2:9, 1 Pedro 2:18

Os jovens devem ser submissos aos mais velhos e serem humildes no trato porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça, l Pedro 5:5.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ministros de Cristo




Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. (1 Coríntios 4.1 )

Temos eleições de diretoria e ministérios novamente todo no mês de dezembro em nossa Igreja, alguns permanecem no serviço, outros querem mudar... Outros querem se engajar, pois observaram que estão no banco a muito tempo e é hora de contribuir...

Mas quero chamar a atenção de todos para o versículo acima que diz que importa que as pessoas nos considerem como “ministros de Cristo” a palavra no original aqui é (huperetes) que significa: 1) criado 1a) remador de baixa categoria, remador subordinado 1b) qualquer que serve com as mãos, empregados ou serventes dos magistrados, empregados que executam penalidades; dos servos de um rei, criados, acompanhantes, os soldados de um rei, dos atendentes de uma sinagoga 1b3) de alguém que ministra ou presta serviços 1c) alguém que ajuda outro em algum  trabalho.

Quando lemos a principio “ministros de Cristo” nos vem a mente titulo, honra, fama, glória, etc., quando observamos o real sentido de ser servo de Cristo temos uma grande surpresa! Ser ministro de Cristo é ser servo como o próprio Senhor o foi. “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Marcos 10.45). naquela época existiam navios imensos e navegavam com a força do vento (através das velas) ou através dos remadores, a palavra (huperetes) traduzida por ministro, significa o remador que ficava na parte de baixo do navio, ele não aparecia mas fazia bastante força!

BenHur

Meu desejo como Pastor desta Igreja é que existam muitos remadores e poucos faladores, muitas pessoas para trabalhar e poucos para questionar. Muitos que trabalhar sem aparecer (remador da parte baixa do navio) e poucos para advogar em causa própria.

Quantos ministérios que prometeram, falaram, questionaram tanta coisa e se fez tão pouco! Outros realizaram tantas coisas e por outro lado não fizeram alardes. Neste reinício de ministério e bem como ano novo, que seja assim: Tenha a intenção deliberada de que as pessoas possam te reconhecer como um mero remador de Cristo.


Pr Cristiano Scuciatto