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sábado, 25 de setembro de 2010

Há Pastores…….. Hernandes Dias Lopes

hernandesdias

Resumo do primeiro capítulo do livro do Rev. Hernandes Dias Lopes, "De: Pastor A: Pastor", ed. HAGNOS.
Em um tempo não muito distante, quando uma jovem se candidatava para se casar com um pastor, isso era como um passaporte para um casamento feliz. Hoje, casar-se com um pastor é um contrato de risco. Há muitos pastores que são um fenômeno no púlpito, mas têm um desempenho pífio dentro de casa. São amáveis com as ovelhas e truculentos com a esposa. Há muitos pastores em crise no casamento. Há muitos filhos de pastor revoltados e até decepcionados com a igreja.
Estou convencido de que a crise moral que assola a nação respinga na igreja e reflete a crise moral também presente no ministério. Uma pesquisa feita recentemente no Brasil apontou os políticos, a policia e os pastores como as três classes mais desacreditadas do Brasil. Estamos vivendo uma inversão de valores. Estamos vivendo uma crise de integridade. Aqueles que deveriam ser os guardiões da ética tropeçam nela. Aqueles que deveriam ser o paradigma de uma vida ilibada estão se imiscuindo em vergonhoso escândalo.
Minha percepção é que os pastores estão sob sérios perigos e quero a seguir destacar alguns:
HÁ PASTORES NÃO CONVERTIDOS NO MINISTÉRIO
É doloroso que alguns daqueles que se levantam para pregar o evangelho aos outros não tenham sido ainda alcançados por esse mesmo evangelho. Há quem pregue arrependimento sem jamais tê-lo experimentado. Há quem conduza os perdidos à salvação e ainda está perdido (Mt 7.21-23).
HÁ PASTORES NÃO VOCACIONADOS NO MINISTÉRIO
O sentido da vocação é um dos sentidos superiores do homem. É o sentido que leva a realizar com desinteresse e denodo as maiores empresas. Nos momentos sombrios, proporciona-lhe luz; nos transes difíceis, incute-lhe novo ânimo.
Há muitos pastores que jamais foram chamados por Deus para o ministério. Eles são voluntários, mas não vocacionados. Entraram pelos portais do ministério por influências externas, e não por um chamado interno e eficaz do Espírito Santo. Foram motivados pela sedução do status ministerial ou foram movidos pelo glamour da liderança pastoral, mas jamais foram separados por Deus para esse mister.
HÁ PASTORES PREGUIÇOSOS NO MINISTÉRIO
É lamentável que haja aqueles que abraçam a mais sublime das vocações e sejam relaxados no exercício. É lamentável que haja pastores que têm as mãos frouxas na mais importante e urgente das tarefas. É incompreensível que alguns que exerçam um trabalho que os anjos gostariam de fazer sejam remissos e lerdos na obra.
Paulo diz que aqueles que aspiram ao episcopado, excelente obra almejam (1Tm 3.1).
Há pastores que dormem muito, trabalham pouco e querem todas as recompensas. Estão atrás do bônus, mas não querem o ônus. Querem os lauréis, jamais a fadiga. Querem as vantagens, jamais os sacrifício. É triste perceber que muitos pastores não suam a camisa, não arregaçam as mangas, não trabalham a ponto da exaustão. São obreiro relaxados, pastores de si mesmos, que apascentam a si mesmos, em vez de pastorear o rebanho.
HÁ PASTORES GANANCIOSOS NO MINISTÉRIO
Há pastores que estão mais interessados no dinheiro das ovelhas do que na salvação delas. Há pastores que negociam o ministério, mercadejam a palavra e transformam a igreja em um negócio lucrativo. Há pastores que organizam igrejas como uma empresa particular, onde prevalece o nepotismo. Transformam o púlpito em balcão, o evangelho em um produto, o templo em uma praça de negócios, e os crentes em consumidores. São obreiros fraudulentos, gananciosos, avarentos e enganadores. São amantes do dinheiro e estão embriagados pela sedução da riqueza.
HÁ PASTORES INSTÁVEIS EMOCIONALMENTE NO MINISTÉRIO
Há pastores doentes emocionalmente no exercício do pastorado. Deveriam estar sendo pastoreados, mas estão pastoreando. Deveriam ser cuidados, mas estão cuidando dos outros. Deveriam estar sendo tratados emocionalmente, mas estão orientando outros.
As igrejas precisam ser mais criteriosas no envio de candidatos aos seminários.
HÁ PASTORES COM MEDO DE FRACASSAR NO MINISTÉRIO
O medo é mais que um sentimento, é um espírito. Paulo escreve a Timóteo, dizendo que Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (2Tm 1.7).
Há pastore com medo de fracassar no púlpito, no aconselhamento e na administração. Há pastores com medo de relacionar-se com sua liderança e com medo da opinião do povo. Há pastores que agem como jabuti, pois se encolhem debaixo de uma casca grossa, pensando que essa falsa blindagem os protegerá de decepções.
O fracasso só é fracasso quando você não aprende com ele. O fracasso precisa ser pedagogo, e não cativeiro. O fracasso não dura para sempre. Quando Deus é o parceiro de seus sonhos, ouse sonhar grande e até correr riscos.
HÁ PASTORES CONFUSOS TEOLOGICAMENTE NO MINISTÉRIO
A igreja evangélica brasileira vive um fenômeno estranho. Estamos crescendo explosivamente, mas ao mesmo tempo estamos perdendo vergonhosamente a identidade de evangélicos. O que na verdade está crescendo em nosso país não é o evangelho, mas outro evangelho, um evangelho híbrido, sincrético e místico. Vemos prosperar nessa terra uma igreja que se diz evangélica, mas que não tem evangelho. Prega sobre prosperidade, e não sobre salvação. Fala de tesouros na terra, e não de tesouros no céu.
Nessa babel de novidades no mercado da fé, identificamos alguns tipos de pastores:
Primeiro, há pastores que são mentores de novidades.
São pastores marqueteiros. Quando um pastor entra por esse caminho, precisa ter muita criatividade, pois uma novidade é atraente por algum tempo, mas logo perde seu impacto. Aí é preciso inventar outra novidade. É como chiclete. No começo você mastiga, ele é doce, mas depois você começa a mastigar borracha.
Segundo, há pastores que são massa de manobra.
São pastores sem rebanho que estão a serviço de causas particulares de obreiros fraudulentos.
Terceiro, há pastores que deliberadamente abandonaram a sã doutrina.
Muitos pastores inexperientes, discipulados por esses mestres do engano, abandonam o caminho da verdade e se capitulam à heresia. É importante afirmar que o liberalismo é um veneno mortífero. Aonde ele chega, mata a igreja. Há muitas igrejas mortas na Europa, na América do Norte e, agora, há igrejas que estão flertando com esse instrumento de morte também no Brasil. Não temos nenhum registro de um liberal que tenha edificado uma igreja saudável. Não temos nenhum registro de um liberal que tenha sido instrumento de Deus para um grande reavivamento espiritual.
Quando, uma igreja chega ao ponto de abandonar sua confiança na inerrância e suficiência da Escrituras, se destino é caminhar rapidamente para a destruição.
HÁ PASTORES DESPÓTICOS NO MINISTÉRIO
Há pastores que governam o povo com rigor desmesurado. Agem com truculência e despotismo com as ovelhas de Deus. Dominam o povo com autoritarismo. Tripudiam sobre aqueles que questionam o seu modelo.
HÁ PASTORES SENDO VÍTIMAS DE DESPOTISMO NO MINISTÉRIO
Há pastores que são reféns de líderes e manipuladores. Esses líderes alimentam a síndrome de donos da igreja. Esses pseudolíderes tratam o pastor como se ele fosse um empregado que devesse estar debaixo do jugo deles.
HÁ PASTORES ILUDIDOS NO MINISTÉRIO
O ministério não é um mar de rosas, mas um campo de lutas renhidas. Quem entra no ministério precisa estar consciente de que há oposição de fora e pressão por dentro. Há batalhas externas e internas. Há conflitos suscitados pelo inimigo, e guerras travadas pelos irmãos.
Ser pastor é a arte de engolir sapos e vomitar diamantes. Ser pastor é estar disposto a investir a vida na vida dos outros sem receber o devido reconhecimento. Charles Spurgeon dizia para os seus alunos: “Filhos, se a rainha da Inglaterra vos convidar para serdes embaixadores em qualquer lugar do mundo, não vos rebaixeis de posto, deixando de serdes embaixadores do céu”. Hoje, vemos muitos pastores deixando o ministério para serem vereadores, deputados ou senadores da República. Trocam o seu direito de primogenitura por um prato de lentilha.
HÁ PASTORES COM O CASAMENTO DESTRUÍDO NO MINISTÉRIO
Há pastores que vivem de aparência. Pregam sobre casamento, mas estão com o matrimônio destruído. Aconselham casais, mas não aplicam os mesmos princípios ao seu próprio relacionamento conjugal. Há pastores que pregam uma coisa e praticam outra. São amáveis com os outros e amargos com a esposa. São tolerantes com as ovelhas e implacáveis com os filhos. Há pastores que são anjos no púlpito e demônios dentro do lar. Se o pastor não é benção dentro da sua casa, será um fracasso em público.
HÁ PASTORES DESCONTROLADOS FINANCEIRAMENTE NO MINISTÉRIO
O que autentica o trabalho do pastor no púlpito, no gabinete pastoral e nas demais áreas do ministério é sua integridade moral, sua piedade pessoal e sua responsabilidade administrativa. O ministro precisa ser um homem irrepreensível. Sua reputação precisa ser imaculada. Ele precisa ter bom testemunho dos de fora (1Tm 3.7).
O pastor não pode ser um homem envolvido com dívidas, enrolado financeiramente, irresponsável com os seus compromissos financeiros. Ele não pode viver de aparências. Não pode querer ostentar um padrão de vida acima de suas condições financeiras.
Há muitos pastores que perderam a credibilidade no pastorado pela inabilidade de gerenciar suas finanças. Há pastores sem crédito na praça. Há pastores que pegam emprestado e não pagam. Há pastores que são infiéis na administração financeira, começando com a retenção do dízimo de Deus. Quando um pastor sonega o dízimo de Deus, perde a autoridade para ensinar o povo sobre fidelidade.
HÁ PASTORES QUE PECAM NO MINISTÉRIO
Um ministro infiel é pior do que um incrédulo. Charles Spurgeon dizia que um ministro sem piedade é o maior agente do diabo em uma igreja.
Os pecados do pastor são mais graves, mais hipócritas e mais devastadores do que o pecado das demais pessoas. Mais graves, porque o pastor peca com maior conhecimento; mais hipócritas, porque o pastor denuncia o pecado em público e pratica em secreto; e mais devastadores, porque, quando o pastor peca, mais pessoas ficam escandalizadas.
É tempo da a igreja orar pelos pastores! É tempo de os pastores botarem a boca no pó e clamarem a Deus por uma visitação do céu e um tempo de restauração.
Resumo do primeiro capítulo do livro do Rev. Hernandes Dias Lopes, "De: Pastor A: Pastor", ed. HAGNOS

Fonte: Rodrigo Fontana

sábado, 4 de setembro de 2010

Parem de tentar salvar a Igreja Isaltino Gomes Coelho Filho

 

pr_isaltino_ Como intelectual, lia eu certa vez uma história de Walt Disney, em que Zezinho, Huguinho e Luisinho, escoteiros mirins, tentavam fazer sua boa ação do dia. Assim, pegaram uma senhora idosa pelo braço e a fizeram atravessar a rua, num trânsito bastante pesado. A senhora ficou furiosa. Não queria atravessar a rua. Conseguira vir do lado para onde os escoteiros a levaram, e eles a fizeram retornar! Ajudantes trapalhões!

A história me voltou à mente ao reler um dos livros que arrumava em minha biblioteca. Um livro com análises sociológicas sobre a igreja, com várias receitas para salvá-la. Alguns dos temas versavam sobre “caminhos alternativos”, “reflexões e propostas”, “uma proposta para o futuro da igreja”, “novos paradigmas para viabilizar a igreja”, etc. Segundo os comentaristas, a igreja está doente, e seus judiciosos conselhos poderiam revitalizá-la.

Queriam salvá-la. Lembrei-me quando cheguei ao Seminário do Sul, com 19 para 20 anos, e ouvia os veteranos conversarem sobre o futuro da igreja. O marxismo e o existencialismo avolumavam-se como uma onda. Era a época da teologia da morte de Deus, de Altizer, Hamilton, Adolphs, Van Buren, e a igreja estava para morrer. Um colega, bem incisivo, não dava dez anos para as igrejas fecharem as portas. Naquela época, era sinal de intelectualidade criticar a igreja e vaticinar seu fim. Hoje, além disso, parece ser sinal de espiritualidade. Ah, antes que me esqueça: o colega incisivo não está no ministério. Nem em alguma igreja local.

O final do século 20 e o início do século 21 mostraram a igreja em grande vigor, inclusive em lugares dada como morta. Aliás, a igreja de Cristo tem o estranho hábito de sepultar seus coveiros. Seus “salvadores” se perdem na poeira dos tempos, tornam-se nada, e ela segue sua jornada. Ela não precisa da salvação que afoitos escoteiros mirins lhe apresentam. Ela segue bem sem eles, e eles, na realidade, a atrapalham.

Falta bom senso a tais pessoas. Lembro-me de um jovem que, dizendo-se intelectual, apresentou-me algumas mudanças necessárias na igreja que eu pastoreava, para se tornar membro dela. Se tivéssemos sua visão, que era muito necessária para a igreja se arrumar e sobreviver, ele nos agraciaria sendo membro dela. Acho que ele se via como um presente de Deus à igreja. Como não estávamos tão desesperados assim, catando membros, disse-lhe que conseguiríamos sobreviver sem ele. Aquela igreja vai bem, e o jovem hoje não está em igreja alguma. Salvadores que não usam sua receita (e talvez se dessem mal com ela), mas, pior ainda, rejeitam a receita do Salvador, que tem mantido a igreja viva e vigorosa, em vinte e um séculos.

Esta visão dos escoteiros mirins da igreja parte do pressuposto, equivocado, de que ela é uma instituição meramente sociológica. Aplicando à igreja categorias de pensamentos seculares, eles querem adaptá-la aos novos tempos. Não entendem que a igreja é de origem divina, tem caráter sobrenatural, e que o que a mantém de pé é a presença do Espírito Santo que age nela, corpo de Cristo. E se ela se adaptar a novos tempos, estará sempre mudando sua forma e sua essência. Mudando sua essência, o conteúdo de sua pregação, deixará de ser igreja, embora mantenha o nome. Por exemplo: tendo deixado de ver as pessoas como pecadoras e sim como clientes por lisonjear, a igreja abandonou o conceito de pecado. Quase não se fala nele. Ele é desajuste, pressão social, outra coisa qualquer. Seu enfoque é psicológico, não bíblico. Em muitos aconselhamentos, a Psicologia tomou o lugar da Bíblia. Não é que Deus diz na sua Palavra, mas o que homens pecadores dizem com seus escritos. Uma cultura antropocêntrica colocou o foco do culto no homem: vencer, triunfar sobre as adversidades, enriquecer, ser feliz. Você ouve falar de santidade, do juízo final, sobre a volta de Jesus? Você tem ouvido sermões sobre a cruz? Você ouve falar de salvação pela graça, por meio da fé? Glorificar a Deus passou a ser gritar num culto. Vi isso num programa evangélico na televisão: “Glorifica mais alto, Fulano!”, pedia o animador do culto ao baterista. Glorificar a Deus é espancar a bateria?

Sei que são novos tempos, mas a adaptação da igreja aos tempos cria uma cultura curiosa: o bom culto é o animado, agitado, o barulhento, aquele onde a pessoa aculturada a tempos assim, se sente bem. Nao é mais o que produz reflexão sobre a vida, sobre Deus, sobre a eternidade. Outro dia comentei com Meacir que toda vez que ligo a televisão, não importa o horário, encontro um canal com gente pulando e se remexendo. Ver televisão me cansa! Como tem gente pulando! Reflexo de uma cultura de expressão corporal, de agito, de barulho. Os sentidos são mais importantes que a razão. Isto migrou para a liturgia. A boa liturgia deve ser agitada, e inclusive o sermão deve ser agitado. Mas como há mandamentos neotestamentários exortando ao uso da razão, do pensamento, da análise! O fio de prumo deve ser cultural ou neotestamentário? Devo me preocupar com o conteúdo bíblico ou com a “salvação litúrgica” recomendada por alguém, sem a qual minha igreja morrerá? Fico com a orientação do autor da Bíblia, o Espírito Santo (2Pe 1.21) ou com a dos escoteiros mirins eclesiásticos?

Será que o presenciamos é o que estava na mente de Jesus quando disse “edificarei a minha igreja”? Igreja é um lugar onde passamos momentos de catarse? Igreja é aonde vamos para nos sentirmos bem? Para sobreviver a igreja precisa de toda essa parafernália que está enriquecendo seus vendedores? Esses “salvadores” com suas fórmulas, modelos, estruturas, opções litúrgicas, não estarão se esquecendo do conteúdo da igreja? Que ela não é um ajuntamento social, mas o agrupamento dos salvos, com uma missão? Que sua finalidade não é promover entretenimento para as pessoas, mas anunciar todo o conselho de Deus? Que sua saúde e seu vigor dependem de Deus, do seu poder que opera nela, de sua fixação sobre o Cristo crucificado?

A igreja dispensa salvadores humanos e receitas sociológicas ou empresariais para viver. Ela é sobrenatural. Ela vive e sobrevive por ser o corpo de Cristo na terra. E não apenas a igreja universal ou um tipo de igreja abstrata, idealizada por muitos. A igreja local é corpo de Cristo. A expressão paulina “Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros” (1Co 12.27) foi dirigida a uma igreja local, e não a uma comunidade etérea, vaporosa, conceitual, que muitos admiram, mas que não existe. Seu Senhor é aquele que diz de si mesmo: “Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno”(Ap 1.18). E ela está edificada sobre ele. Domingo passado, ao celebrar a ceia do Senhor com a igreja da qual sou servo, a Batista Central de Macapá, no Amapá, disse-lhe que aquele era o momento mais significativo da liturgia cristã, para mim. Era a certidão de nascimento da igreja. “Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22.20). Deus fez um novo pacto com os homens, e ele está manifestado na igreja. Somos o povo do novo pacto. Ele foi firmado com o sangue de Cristo. A igreja nunca será extinta nem vencida. Ela nasceu na eternidade, no coração de Deus (Ef 1.4), irrompeu na história pelo ministério do mais fantástico vulto que a humanidade conheceu, Jesus de Nazaré, Deus-Homem, e foi pactuada entre Deus e os homens pelo sangue de Jesus. E, na meta-história, finda a história, e não houver mais nenhuma instituição humana, a igreja estará com o Senhor. A igreja universal é fantástica. A igreja local, expressão máxima da igreja militante, não é menos fantástica. Mesmo com tanto joio no meio do trigo, ela é de Jesus. O trigo vale a pena! É preciso ter cuidado para não trazermos mais joio para o trigal além daquele que o inimigo planta.

A igreja não precisa se adaptar a novos tempos nem de novas técnicas e modelos. Ela precisa viver o evangelho porque o poder é do evangelho (Rm 1.16), e não de formas ou modelos. Por exemplo, Jesus não tinha uma técnica para atrair pessoas. Ele pregava as boas-novas do reino. Corações que querem Deus se abrem para a mensagem de boas-novas. É diferente ter uma membresia atraída pela mensagem de Jesus e ter uma membresia atraída por um programa agradável. Um dia, esta parcela de atraídos por programas descobrirá que o mundo oferece mais, e irá atrás do mundo. Porque o mundo sabe oferecer entretenimento muito melhor que nós. E quem transforma o evangelho em entretenimento dará contas a Deus do que faz. Mas, a membresia que se rendeu ao evangelho de Jesus permanece. A igreja está sendo desfigurada e em alguns momentos ridicularizada por pessoas que a despem de sua grandeza e sua sobrenaturalidade e insistem em métodos e receitas de marqueteiros para energizá-la. A energia da igreja vem do Espírito Santo, da comunhão com ele, do abandono do pecado, do aprofundamento nas Escrituras. Para triunfar, ela precisa apenas ser igreja. Isto é: depender da graça de Deus, ser espiritual, viver na presença dele, obedecer a sua palavra, cultivar bom relacionamento interno, viver ao pé da cruz, enfim. A igreja é espiritual e precisa de soluções espirituais. E estas estão prescritas na Palavra de Deus. A igreja precisa voltar a ser igreja e deixar de ser uma organização religiosa comandada por executivos espirituais e conselhos administrativos empresariais. Precisa ser igreja, nada mais que isso.

Por isso, deixem de tentar salvar a igreja. Cristo já fez isto e lhe outorgou vitória. Sirvam-na. Amem-na. Engajem-se nela. Isto basta, porque é Deus quem a faz crescer. “Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1Co 3.6). Por isso, Zezinho, Huguinho e Luisinho: menos afoiteza e mais serviço. Mais testemunho e mais evangelização. Mais investimento do tempo, emoções e bens. Sejam servos, e não salvadores. A igreja precisa de amantes e de servos, não de salvadores. Ela tem um: Ele. Isso basta.

Isaltino Gomes Coelho Filho

Extraído do site:

http://www.isaltino.com.br/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ER descobre o engano do pós-modernismo

Assisti este vídeo na aula da IBCU - Mundo X Deus – A Pós-modernidade e suas implicações na Igreja – Pr Fernando Leite e Alex Souza, este vídeo tocou-me muito. Como me despertou para muitas realidades compartilho com a web.

É uma parte do seridado ER (Plantão Médico)

Um homem à beira da morte descobre que não pode encontrar esperança no evangelho pós-moderno.
Um momento de inspiração bíblica dos roteiristas de ER (Plantão Médico)

Não consegui ainda identificar qual a temporada e episódio, quem tiver a informação por gentileza me diga ok?

boa reflexão!

Cristiano